STF proíbe saques em espécie de emendas parlamentares e reforça controle contra corrupção

 



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proibiu nesta terça-feira (3) a realização de saques em espécie de recursos provenientes de emendas parlamentares, mesmo após a transferência dos valores para as empresas ou entidades beneficiárias finais.

A decisão foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 854. Pelo entendimento do ministro, o saque em dinheiro vivo representa risco à transparência e pode facilitar práticas ilícitas.

O Banco Central do Brasil deverá regulamentar a medida no prazo de 60 dias corridos, em conjunto com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Pagamentos apenas por meios eletrônicos

A decisão não impede a movimentação financeira das contas vinculadas às emendas, mas determina que os pagamentos sejam realizados exclusivamente por meio eletrônico, incluindo transferências bancárias e PIX.

Em agosto de 2025, o ministro já havia determinado que bancos públicos adaptassem seus sistemas para impedir saques diretos no caixa. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste informaram ao STF que seus sistemas foram ajustados para cumprir a determinação.

Entretanto, entidades da sociedade civil como a Associação Contas Abertas, a Transparência Brasil e a Transparência Internacional – Brasil relataram ao Supremo que persistem indícios de fragilidades no controle, apontando que saques em espécie podem facilitar transporte e ocultação de valores.

As organizações citaram investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre possíveis desvios de recursos destinados ao Hospital Municipal de Macapá (AP) e apurações envolvendo suposto esquema de lavagem de dinheiro com verbas para eventos culturais no Maranhão.

Segundo o relator, apesar dos avanços tecnológicos implementados, os relatos indicam que ainda há riscos que justificam o endurecimento das regras.

Ilícitos ambientais passam a impedir liberação de recursos

Na mesma decisão, o ministro determinou que a existência de ilícito ambiental comprovado por auto de infração ou decisão judicial deverá ser considerada como impedimento para a liberação de recursos públicos ou para aprovação das contas da obra financiada.

De acordo com o entendimento, a utilização de verba pública em atividade irregular viola os princípios da moralidade administrativa e da boa gestão dos recursos.

Estados e Distrito Federal deverão se adequar

O STF também determinou que os presidentes das Assembleias Legislativas dos estados e o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal sejam comunicados para adaptar seus processos orçamentários ao modelo federal no que se refere à apresentação e execução de emendas parlamentares.

As adequações deverão observar as diretrizes fixadas pela Corte, pela Lei Complementar nº 210/2024 e pela Resolução nº 001/2006 do Congresso Nacional, com base no princípio da simetria constitucional.

A decisão reforça o movimento do Supremo em ampliar os mecanismos de transparência e controle na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares em todo o país.

“Atirar com a pólvora alheia é fácil”: gastos públicos chamam atenção em Montes Altos

 


Uma análise realizada no Portal da Transparência da Prefeitura de Montes Altos revelou valores que merecem atenção e reflexão por parte da população.

Em consulta pública aos dados oficiais disponibilizados no site institucional do município, foram identificadas repasse de emenda parlamentar que, somadas, alcançam o montante de R$ 4.603.400,00. Os valores estão devidamente registrados no sistema oficial, cabendo à sociedade acompanhar, fiscalizar e avaliar a aplicação dos recursos públicos. ( se foram ou não pagos, não foi atualizado no site) 

A expressão “atirar com a pólvora alheia é fácil” resume o sentimento de parte da população ao observar cifras expressivas sendo movimentadas com dinheiro público — recurso proveniente dos impostos pagos pelo cidadão.

A transparência é um princípio constitucional e instrumento fundamental para o controle social. Mais do que divulgar números, é essencial que haja clareza sobre a finalidade dos contratos, a execução dos serviços, os resultados entregues à população e a compatibilidade dos valores com os preços de mercado.

Especialistas em gestão pública ressaltam que o acompanhamento das despesas municipais é papel não apenas dos órgãos de controle, mas também da sociedade civil organizada, vereadores e entidades fiscalizadoras.

O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Montes Altos, caso queira prestar esclarecimentos adicionais sobre os valores mencionados.

A população, por sua vez, tem à disposição os portais oficiais para consultar contratos, empenhos e pagamentos, fortalecendo o exercício da cidadania e o controle dos gastos públicos.


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