Diálogos obtidos em investigação citam “prefeito de Caxias” em suposto esquema de lavagem de dinheiro investigado pelo GAECO
Novos desdobramentos da Operação Carbono Oculto 86, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pela Polícia Civil do Piauí, trouxeram à tona diálogos que mencionam o “prefeito de Caxias” em conversas analisadas pelas autoridades no âmbito de uma investigação sobre um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, as conversas foram extraídas dos aparelhos celulares dos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, alvos da operação. Nos diálogos, há referências a recursos públicos e possíveis emendas parlamentares destinadas ao município de Caxias, no Maranhão.
Embora o nome do gestor municipal não tenha sido citado explicitamente nas mensagens, as referências analisadas pelos investigadores apontariam para o período em que Fábio Gentil ocupava o cargo de prefeito da cidade. Até o momento, não há informação de que o ex-gestor seja investigado no caso.
As conversas também mencionam o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Segundo os investigadores, os parlamentares aparecem citados nos diálogos, mas não figuram como investigados na operação. Em razão do foro por prerrogativa de função, a Polícia Civil solicitou o encaminhamento das informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise.
A Operação Carbono Oculto 86 apura a existência de um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria sido utilizado para movimentar recursos por meio do setor de combustíveis. As investigações buscam identificar a origem dos valores, os operadores financeiros envolvidos e possíveis conexões com organizações criminosas.
O caso segue em andamento e novas diligências poderão esclarecer o alcance das relações mencionadas nos diálogos. As autoridades destacam que as citações em conversas investigadas não constituem, por si só, prova de participação em irregularidades, cabendo às apurações determinar eventuais responsabilidades.
Investigação continua
Com o avanço das investigações, a expectativa é que novos documentos, depoimentos e análises financeiras contribuam para esclarecer a atuação dos envolvidos e a possível ligação entre agentes públicos, empresários e estruturas investigadas pelas autoridades.
A Operação Carbono Oculto 86 permanece sob sigilo em parte de seus procedimentos, enquanto os órgãos responsáveis continuam reunindo elementos para subsidiar futuras decisões judiciais.
Suposta fraude em licitação coloca contrato milionário de iluminação pública de Arame sob suspeita
A licitação da iluminação pública do município de Arame, no Maranhão, entrou na mira de denúncias e pode se transformar em mais um escândalo envolvendo contratos públicos no interior do estado.
Segundo informações levantadas por especialistas e denunciantes, a empresa GLD Construtora LTDA, sediada na capital maranhense, teria vencido/Habilitada o certame mesmo apresentando supostas irregularidades documentais consideradas graves dentro do processo licitatório.
Entre os principais questionamentos está a ausência de balanço patrimonial devidamente registrado na Junta Comercial, documento considerado essencial para comprovação da capacidade econômico-financeira da empresa em procedimentos licitatórios, conforme previsto na legislação vigente.
Para especialistas ouvidos pela reportagem, a ausência desse requisito pode comprometer a legalidade do certame e até configurar possível fraude processual, caso tenha havido flexibilização indevida das exigências editalícias.
O contrato investigado envolve serviços de manutenção, modernização e ampliação do sistema de iluminação pública do município, um dos contratos de maior valor da atual gestão.
Nos bastidores políticos de Arame, cresce a suspeita de direcionamento da licitação, principalmente após empresas concorrentes levantarem questionamentos sobre a habilitação da vencedora.
O caso já teria chegado ao conhecimento do Ministério Público do Maranhão (MPMA), que acompanha as denúncias e poderá instaurar procedimento para apurar possíveis irregularidades no processo licitatório.
Caso sejam confirmadas as suspeitas, a licitação poderá ser anulada, além da responsabilização administrativa, civil e até criminal dos envolvidos.
Enquanto isso, a população aguarda respostas sobre a transparência na aplicação dos recursos públicos e cobra rigor dos órgãos de fiscalização diante das denúncias que colocam sob suspeita um contrato milionário da gestão municipal.
Enquanto o povo sofre, prefeitos compram fazendas e postos, denuncia jornalista
A revolta contra a velha política municipal voltou a ganhar força nas redes sociais após declarações polêmicas do jornalista Nilton Cezar, que criticou duramente prefeitos e câmaras de vereadores pelo que classificou como “abandono da fiscalização pública” no Brasil.
Durante comentário em tom de indignação, o jornalista questionou o enriquecimento de gestores públicos enquanto a população enfrenta dificuldades básicas.
“O que passa na cabeça desses prefeitos? Se danam a comprar posto de gasolina, fazenda, patrimônio…”, disparou.
A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e grupos políticos, principalmente em cidades do interior, onde frequentemente surgem denúncias envolvendo crescimento patrimonial de agentes públicos.
Nilton Cezar também direcionou críticas ao poder legislativo municipal, afirmando que muitas câmaras de vereadores deixaram de cumprir seu verdadeiro papel de fiscalização.
“Essas câmaras de vereadores não servem pra nada”, afirmou o jornalista ao comentar a falta de investigações e cobranças sobre contratos, licitações e gastos públicos.
Segundo ele, o problema também estaria ligado às falhas da legislação brasileira, que, na visão do comunicador, permite brechas e impunidade para agentes públicos envolvidos em suspeitas de irregularidades.
As declarações geraram debate entre internautas. Enquanto alguns concordaram com as críticas e defenderam maior fiscalização do dinheiro público, outros consideraram exageradas as afirmações contra o legislativo municipal.
O tema reacende uma discussão antiga no país: até onde vai a responsabilidade dos vereadores na fiscalização das prefeituras e por que tantos escândalos continuam surgindo sem punições efetivas?
Cidelândia conquista nota “A” no CAPAG (Tesouro Nacional) e se destaca como um dos municípios mais bem administrados do Maranhão
A atual gestão já ganhou Selo Ouro na Transparência Pública (92,3%) pelo TCE e Selo Ouro na Educação Infantil (Programa Nacional de Alfabetização)
O município de Cidelândia mais uma vez se destaca no cenário da administração pública municipal. A gestão do prefeito Eustáquio Sampaio conquistou nota “A” em todos os indicadores da Capacidade de Pagamento (CAPAG), avaliação realizada pelo Tesouro Nacional por meio do Tesouro Transparente.
Com desempenho considerado de excelência, o município de Cidelândia demonstra equilíbrio fiscal, responsabilidade administrativa e compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos. A gestão municipal conquistou nota máxima em capacidade de pagamento, mantendo as contas públicas organizadas, com controle das despesas e respeito aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Outro dado que reforça a boa gestão financeira é a sólida reserva de caixa do município, índice que supera com ampla margem o mínimo exigido pelo Tesouro Nacional. O resultado evidencia a capacidade de investimento, planejamento e organização fiscal da administração municipal, garantindo maior segurança financeira e condições para continuidade de obras, ações e serviços em benefício da população.
Se usarmos como referência municípios da região Sul Maranhense, o resultado reforça ainda mais o destaque de Cidelândia na gestão fiscal e financeira. Enquanto Cidelândia conquistou nota A na CAPAG, considerada a classificação máxima do Tesouro Nacional, municípios importantes da região receberam avaliações inferiores, como Açailândia, com nota B, e Imperatriz e Buriticupu, ambos com nota C.

Desde o início da gestão, o prefeito Eustáquio Sampaio vem priorizando o pagamento das contas em dia, o controle responsável dos gastos públicos e a transparência administrativa.
“Estamos avançando, com a casa em ordem, e isso é resultado do trabalho de toda a nossa equipe, que atua diariamente com responsabilidade, compromisso e dedicação pelo nosso município”, destacou o gestor.
Com a conquista da nota máxima no CAPAG, Cidelândia consolida-se como referência em responsabilidade fiscal, transparência e eficiência administrativa no Maranhão.
Deputado JP recebe Título de Cidadão pelo trabalho realizado pelo estado do MA
O Deputado Federal Josivaldo JP foi agraciado nesta sexta-feira (15) com o Título de Cidadão Maranhense. A honraria foi concedida pela Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), e, segundo JP, “é representação maior de todo um sonho, trabalho e dedicação para transformar a vida do nosso povo”.
Em seu discurso, JP citou a sua origem simples e agradeceu a oportunidade de representar o povo do estado, trabalhando para que a população tenha melhores condições. Desta maneira, segundo ele, suas ações são priorizadas na Saúde, Infraestrutura, Agricultura, Assistência Social e Educação.
“Como Deputado Federal, trabalho todos os dias para que a nossa população tenha sempre condições mais dignas. Não meço esforços para isso! E, como cidadão apaixonado pelo meu estado e ciente que ainda enfrentamos problemas, me cobro para que o meu mandado na Câmara dos Deputados seja o instrumento de mudança que o nosso povo precisa”, destacou.
JP também agradeceu o Deputado Estadual Cláudio Cunha, autor da indicação do prêmio, e ressaltou que segue “firme” no seu compromisso, “trabalhando e honrando cada oportunidade com responsabilidade e dedicação”.
Reconhecimentos Oficiais
O Deputado JP já foi agraciado pelos serviços prestados a diversos municípios, entre eles Bom Jesus das Selvas, Grajaú, Imperatriz, João Lisboa e São Francisco do Brejão. O parlamentar também recebeu, por duas vezes, o PRÊMIO REMADD. A honraria da Rede Maranhense de Diálogos sobre Drogas (REMADD) reconhece e homenageia o trabalho realizado pelo parlamentar em favor das Comunidades Terapêuticas e dos seus acolhidos.
Sem envio ao SIOPE, professores de Açailândia já dão adeus ao rateio
A situação administrativa de Açailândia virou motivo de preocupação e também de revolta entre servidores da educação. Segundo informações obtidas após consulta ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE), a gestão municipal ainda não teria enviado ou transmitido dados referentes aos repasses e aplicações de recursos da educação no exercício de 2025.
O problema, que parece técnico à primeira vista, pode gerar consequências nada técnicas para o município: bloqueio de recursos federais, irregularidades fiscais e até prejuízos diretos aos profissionais da educação.
Nos grupos de WhatsApp e redes sociais, o clima entre professores já é de velório administrativo. Tem educador dizendo que o famoso rateio do FUNDEB “já foi de arrasta”. Outros afirmam que a gestão conseguiu a façanha de transformar expectativa de valorização em dor de cabeça coletiva.
“Professor em Açailândia agora não espera mais rateio, espera milagre”, comentou um servidor indignado em uma publicação que circula nas redes.
Especialistas alertam que a ausência de envio das informações ao SIOPE pode comprometer o acompanhamento da aplicação mínima constitucional em educação, além de gerar pendências junto ao FNDE e outros órgãos federais.
Enquanto isso, a população acompanha perplexa o que muitos já classificam como um verdadeiro apagão administrativo. Em vez de apresentar soluções ou esclarecimentos públicos, a gestão segue em silêncio, enquanto cresce a preocupação sobre possíveis perdas de recursos essenciais para o município.
Nos corredores da cidade, o comentário é um só: se continuar nesse ritmo, Açailândia corre o risco de entrar para a história não pela educação, mas pela desorganização.
“O cachorro, cachorro, onde tu tá!”: blogueiro é atacado após fiscalizar mais de R$ 122 milhões em Sítio Novo
O Brasil realmente não é para amadores. Em tempos onde cobrar transparência do dinheiro público virou motivo de ataque, um jornalista e blogueiro da cidade de Sítio Novo do Maranhão acabou sendo chamado de “cachorro” simplesmente por fazer aquilo que muitos políticos odeiam: fiscalização.
Segundo dados apresentados na prestação de contas do exercício financeiro de 2025, a Prefeitura de Sítio Novo movimentou nada menos que R$ 122.746.040,42 ( exercicio 2025). O valor milionário despertou questionamentos e cobranças por parte da imprensa local, que buscava esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos públicos.
Mas ao invés de respostas técnicas, transparência ou coletiva de imprensa, veio o ataque. Nos bastidores políticos da cidade, o blogueiro passou a ser alvo de críticas e ofensas, sendo chamado pejorativamente de “cachorro” por aliados do poder.
A ironia da situação é que, no velho ditado popular, “o cachorro mijava no poste”. Agora, segundo moradores indignados com o clima político da cidade, “o cachorro está é mijando no poste”, numa referência ao fato de que fiscalizar dinheiro público parece ter se tornado um crime maior do que explicar para onde vão os milhões da prefeitura.
Enquanto isso, a população segue aguardando respostas sobre contratos, gastos e prioridades da gestão municipal. Afinal, mais de R$ 122 milhões não são troco de pinga — principalmente em uma cidade onde muitos moradores ainda convivem com problemas básicos de infraestrutura, saúde e geração de emprego.
No fim das contas, fica a pergunta que ecoa pelas ruas de Sítio Novo: quem incomoda mais — quem pergunta sobre o dinheiro público ou quem não quer responder?
Câmara vota hoje PEC do fim da escala 6x1; especialistas divergem sobre impactos no emprego e na economia
A Câmara dos Deputados deve votar nesta segunda-feira o parecer da comissão especial que analisa a PEC do fim da escala 6x1, proposta que prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho no Brasil. O tema vem provocando forte debate entre trabalhadores, empresários e parlamentares.
A proposta em discussão reduz a carga horária semanal de 44 para 36 horas ao longo de até dez anos. Outra versão apensada ao texto prevê uma jornada de quatro dias de trabalho por semana.
Enquanto sindicatos e defensores da proposta afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida, reduzir desgaste físico e aumentar a produtividade, representantes do setor empresarial alertam para possíveis impactos imediatos na economia, principalmente no comércio, serviços e pequenas empresas.
Entre as principais preocupações levantadas por empresários está o aumento do custo operacional para manter equipes funcionando por mais tempo, o que poderia gerar redução de contratações, fechamento de vagas e aumento do desemprego em alguns setores.
Por outro lado, apoiadores da PEC argumentam que a redução da jornada pode estimular novas contratações para compensar a diminuição das horas trabalhadas, além de melhorar a saúde mental e o rendimento dos trabalhadores.
A comissão especial instalada pela Câmara realizou audiências públicas e debates com representantes do governo, economistas, empresários e entidades trabalhistas antes da votação.
O parecer será analisado pelos deputados ainda hoje. Caso aprovado, o texto segue para votação no plenário da Câmara e posteriormente para o Senado Federal
Alô, Polícia Federal e MPF: quantos ônibus possui a empresa do transporte escolar de Itinga do Maranhão?
Denúncias encaminhadas ao blog levantam suspeitas sobre a empresa contratada para prestar serviços de transporte escolar no município de Itinga do Maranhão. Segundo as informações recebidas, a empresa responsável pelo aluguel de veículos supostamente não possuiria frota própria suficiente para executar o serviço contratado pela prefeitura.
De acordo com levantamento realizado pelo blog em documentos de empenhos e notas fiscais já pagas pela administração municipal, a empresa teria faturado quase R$ 1 milhão apenas no ano de 2026 com contratos relacionados ao transporte escolar.
As denúncias apontam ainda a necessidade de fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos de controle, principalmente quanto à existência real dos veículos utilizados, capacidade operacional da empresa e efetiva prestação do serviço aos estudantes da rede pública.
Moradores e denunciantes questionam quantos ônibus, micro-ônibus e vans a empresa realmente possui registrados em seu nome e se os veículos apresentados nos contratos atendem às exigências legais para o transporte escolar.
Diante da gravidade das acusações, cresce o apelo para que órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem possíveis irregularidades envolvendo os contratos milionários firmados pelo município.
O espaço permanece aberto para manifestação da prefeitura de Itinga do Maranhão e da empresa citada na denúncia.
Em outra matéria, o blog divulgará todo o montante pago a este serviço desde o inicio do mandato da atual gestora.
Polêmica no Dia das Mães: famílias recebem arroz com validade vencida em Tocantinópolis
Vídeos que circularam nas redes sociais após a festa do Dia das Mães realizada no fim de semana em Tocantinópolis, no norte do estado, mostraram pacotes de arroz distribuídos em cestas básicas com indícios de adulteração na data de validade dos produtos.
“Cachorro, cachorro, onde tu tá?”: prefeito perde a paciência e transforma ligação em episódio de novela política
SÍTIO NOVO (MA) — O clima esquentou nos bastidores da política local após o jornalista receber uma sequência de ligações atribuídas ao prefeito de Sítio Novo do Maranhão. Conforme video, durante as chamadas o gestor teria elevado o tom e disparado frases em tom de ameaça contra o comunicador, incluindo a já folclórica expressão: “Cachorro, cachorro, onde tu tá?”.
A cena, que mais parece roteiro de série política com baixo orçamento e muito estresse emocional, expõe um velho problema da vida pública: a dificuldade de alguns gestores em lidar com críticas, questionamentos e cobranças da imprensa.
Ainda conforme o jornalista, o prefeito afirmou que um dia deixará o cargo, mas “irá se encontrar” com ele futuramente. A declaração gerou preocupação entre profissionais da comunicação e reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa e o respeito ao trabalho jornalístico.
Analistas políticos locais afirmam que quem escolhe disputar eleição também escolhe conviver com fiscalização, oposição, denúncias, memes, críticas e até perguntas inconvenientes. Afinal, mandato público não vem com botão de “silenciar jornalista”.
A postura do gestor foi vista por muitos como sinal de desequilíbrio emocional e intolerância ao contraditório. Em democracias saudáveis, imprensa livre incomoda — e justamente por isso é necessária.
A ministra do Supremo Tribunal Federal,, já afirmou uma frase que voltou a circular nas redes sociais após o episódio:
“Quem gosta de mordaça é tirano. Quem gosta de censura é ditador.”
Enquanto isso, em Sítio Novo, a população acompanha mais um capítulo da política municipal, onde críticas parecem doer mais que buraco na rua, falta de saúde ou promessa de campanha esquecida.
Professora e empresária Miriam Reis é nomeada chefe da Casa Civil
A professora e empresária Miriam Reis foi nomeada para assumir o cargo de chefe da Casa Civil. A escolha reforça a presença de nomes com experiência administrativa e atuação no setor educacional dentro da gestão pública.
Miriam Reis já possui passagem pela administração municipal, tendo atuado como secretária de Assistência Social durante a gestão do ex-prefeito Sebastião Madeira. À época, participou de ações voltadas às políticas públicas sociais e programas de atendimento à população.
Além da trajetória no serviço público, Miriam também é conhecida no meio empresarial e educacional, sendo proprietária da Escola Santa Luzia, instituição tradicional de ensino.
A nomeação repercutiu no meio político e administrativo, principalmente pela experiência acumulada pela nova chefe da Casa Civil em áreas estratégicas da gestão pública e da educação.
A Casa Civil desempenha papel fundamental na articulação administrativa e política do governo, atuando diretamente na coordenação entre secretarias, acompanhamento de projetos e interlocução institucional.
Itinga do Maranhão arrecadou quase R$ 10 milhões em abril: mas o que mudou na vida da população?
Os cofres públicos de Itinga do Maranhão receberam, somente no mês de abril, o montante de R$ 9.826.744,61 em repasses públicos, sem contar arrecadação própria do município e possíveis emendas parlamentares. O valor chama atenção diante da realidade enfrentada pela população em diversos setores da cidade.
A pergunta que muitos moradores fazem é simples: o que efetivamente mudou na rotina da população com uma arrecadação tão expressiva?
Enquanto os números milionários entram nas contas da administração pública, moradores continuam relatando problemas antigos, como ruas em situação precária, deficiência na infraestrutura, dificuldades na saúde pública, falta de valorização de servidores e demandas básicas ainda sem solução em diversos bairros e povoados.
A população também questiona a aplicação dos recursos públicos e cobra mais transparência sobre investimentos realizados pela gestão municipal. Para muitos cidadãos, os valores arrecadados deveriam refletir diretamente em melhorias visíveis na qualidade de vida, principalmente em áreas essenciais como saúde, educação, saneamento, iluminação pública e recuperação de vias.
Especialistas em administração pública destacam que a arrecadação municipal, quando bem planejada e executada, pode gerar impactos significativos no desenvolvimento local. No entanto, a ausência de obras estruturantes e melhorias perceptíveis costuma aumentar o sentimento de insatisfação popular.
Nas redes sociais e em rodas de conversa pela cidade, moradores têm levantado críticas sobre a falta de resultados proporcionais aos recursos recebidos pelo município.
Até o momento, a Prefeitura de Itinga do Maranhão não apresentou balanço detalhado demonstrando quais ações e investimentos foram realizados com os recursos arrecadados no período mencionado.
Fonte: Banco do Brasil no período de 01/04/2026 até 30/04/2026
Em Itinga, “obra de arte” agora tapa buraco e conserta estrada ( R$ 3.330.658,13 )
Parece que a Prefeitura de Itinga do Maranhão resolveu inovar no mundo das licitações públicas. O que antes era chamado de recuperação de estradas vicinais, bueiros e obras de infraestrutura, agora ganhou um nome muito mais sofisticado: “construção e recuperação de obra de arte”.
É isso mesmo. Pelo visto, o asfalto virou tela, o barro virou inspiração e os bueiros agora fazem parte do acervo cultural da engenharia criativa municipal.
Com um contrato de mais de R$ 3,3 milhões, muita gente do ramo da construção sequer conseguiu encontrar a licitação nas plataformas de pesquisa. Afinal, quem imaginaria procurar manutenção de estrada usando palavras dignas de exposição em museu?
Empresários reclamam que a estratégia parece mais um jogo de caça-palavras: se procurar por “estrada”, não acha; se procurar “bueiro”, também não; agora, se pesquisar “obra de arte”, talvez encontre um Picasso asfaltado no interior do Maranhão.
Enquanto isso, a população segue tentando descobrir se a prefeitura está contratando engenheiros, artistas plásticos ou curadores de galeria.
Diante da repercussão, cresce a expectativa para saber se o Ministério Público também vai apreciar essa verdadeira “expressão artística” da administração pública.
Fonte : https://www.itinga.ma.gov.br/licitacao/350
Porque uma coisa é certa: criatividade, pelo menos na nomenclatura, não faltou.
MP-MA vai escolher chefe da instituição para o próximo biênio
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| Eleição interna define quem comanda o Ministério Público estadual até 2028 e vai conduzir Gaeco e processos contra pré-candidatos ao Palácio dos Leões |
Os membros do MP-MA (Ministério Público do Estado do Maranhão) vão eleger, nesta segunda-feira (11), a lista tríplice da qual deve sair o procurador-geral de Justiça que comandará a instituição até 2028. A escolha define quem vai exercer, pelos próximos dois anos, um conjunto de poderes com peso direto sobre o jogo político maranhense em ano eleitoral.
De acordo com a Constituição Federal e a Lei Orgânica do Ministério Público estadual maranhense, é o PGJ quem pode propor ações civis e de improbidade contra governador e presidentes do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas do Estado, além de investigações criminais e ações penais contra vice-governador, secretários estaduais e presidente da Assembleia Legislativa, quando o crime envolver recursos, bens, serviços ou interesses do Estado. Quem ocupa a chefia do MP é também quem investiga e denuncia, por conta do foro por prerrogativa de função, deputados estaduais, juízes, promotores e prefeitos. Na prática, se o procurador-geral de Justiça decidir não denunciar, ninguém denuncia.
Dois processos hoje em curso no TJ-MA ilustram o alcance dessa atribuição, e ambos têm desdobramentos diretos na sucessão estadual de outubro.
O primeiro envolve o vice-governador Felipe Camarão (PT), pré-candidato ao Palácio dos Leões e hoje adversário do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (sem partido) na disputa. Em março, o atual PGJ, Danilo de Castro, formalizou pedido de afastamento de Camarão e de dois policiais militares de sua segurança pessoal, no âmbito de investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que apura suspeita de lavagem de dinheiro. O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Og Fernandes suspendeu o pedido, que pode voltar a ser discutido na corte estadual caso o STJ decida pela retomada do caso.
O segundo processo tem como réu o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), também pré-candidato ao Palácio dos Leões. Denunciado em 2022 pelo então procurador-geral de Justiça Eduardo Nicolau por fraude em licitação, associação criminosa e armazenamento ilegal de combustível, Lahesio respondia à ação na primeira instância. Em julho de 2025, o caso foi remetido ao TJ-MA por reconhecimento de foro privilegiado e passou a tramitar em segredo de justiça desde novembro. Eventual condenação pode tornar Lahesio inelegível para a disputa de outubro.
A condução de ambos os processos a partir de junho deste ano, quando começa o próximo mandato do chefe do MP-MA, vai depender de quem comandar a instituição.
O ocupante do posto vai administrar ainda parte do orçamento de R$ 888,8 milhões, fixado pela LOA (Lei Orçamentária Anual) do órgão para 2026. Esse dinheiro paga salários de procuradores e promotores, mantém promotorias em todo o estado e financia investigações como as conduzidas pelo Gaeco. A última grande operação do grupo do Ministério Público que apura crime organizado, deflagrada em dezembro do ano passado, prendeu o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e os 11 vereadores da cidade por suposto desvio de R$ 56 milhões dos cofres municipais.
Além disso, o peso da escolha aumenta pelo período que a próxima gestão vai cobrir. Isso ocorre porque o biênio 2026-2028 atravessa toda a campanha à sucessão de Brandão, que apoia a pré-candidatura do sobrinho Orleans Brandão (MDB), ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas, e segue até os dois primeiros anos do mandato do próximo governador. Assim, o procurador-geral de Justiça terá nas mãos a decisão sobre eventuais investigações contra os candidatos a governador, contra os deputados eleitos e contra o futuro chefe do Executivo, seja ele quem for.
Há um precedente que pode pesar na escolha do PGJ. Pela Lei Orgânica do MP-MA, o governador pode escolher qualquer um dos três nomes mais votados na lista tríplice, na ordem que quiser, e tem 15 dias para fazer a indicação. Em 2024, Brandão restabeleceu a tradição de nomear o primeiro colocado, prática que havia sido ignorada duas vezes pelo então governador Flávio Dino, hoje ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Dino preferiu o segundo da lista em 2016, quando nomeou Luiz Gonzaga, e em 2020, quando ungiu Eduardo Nicolau. Dois anos depois, Nicolau venceu a eleição com folga e foi reconduzido ao cargo. Em 2024, Brandão optou pelo mais votado e nomeou Danilo de Castro, à época apoiado por Nicolau.
A disputa de agora reúne dois procuradores e quatro promotores de Justiça: Danilo de Castro, atual procurador-geral de Justiça, que busca recondução; Eduardo Nicolau, ex-PGJ no biênio 2020-2024; Luiz Muniz, ex-coordenador do Gaeco em São Luís e titular da 13ª Promotoria de Justiça Criminal de São Luís; Marco Aurélio Ramos Fonseca, da 52ª Promotoria de Justiça Especializada de São Luís; Carlos Henrique Rodrigues Vieira, da 13ª Promotoria de Justiça Especializada de São Luís; e Wlademir Soares de Oliveira, da Promotoria de Tuntum.
Entre as seis, a candidatura de Luiz Muniz é a que expõe um movimento interno mais relevante. Designado coordenador do Gaeco na capital em junho de 2020 pelo então procurador-geral Eduardo Nicolau, Muniz foi mantido no cargo por Danilo de Castro até o início deste ano. Em 11 de janeiro, ele e outros nove promotores do grupo pediram exoneração coletiva das funções, em reação a um parecer da PGJ pela soltura dos investigados que estavam presos na Operação Tântalo II. Recentemente, em carta aos membros do Ministério Público maranhense, Muniz afirmou que houve atuação direta de Castro para construção do parecer favorável aos alvos do Gaeco.
Sobrinho do prefeito de Raposa aparece na folha de pagamento com quatro salários de R$ 93 mil reais por mês

Samuel Fernandes Sousa Júnior é sobrinho do prefeito de Raposa, Eudes Barros, filho de uma das irmãs, Edilene Barros.
O nome do jovem Samuel Fernandes Sousa Júnior (foto), sobrinho do prefeito do município de Raposa, Eudes Barros, do PL, aparece pelo menos quatro vezes na folha de pagamento da prefeitura, disponível no portal de transparência na condição de funcionário público comissionado na gestão do tio.
Conforme os dados os quais o Blog teve acesso, os salários de Samuel Fernandes alcançam o valor mais de 93 mil reais, isso, por mês.
Embora com quatro salário, Samuel possui apenas uma matrícula, de número 16078, mas ocupa dois cargos: o primeiro de “médico clínico de UBS” e o segundo como “plantonista de emergência”.
Ainda conforme o Portal de Transparência, a origem do dinheiro que paga o salário do sobrinho do prefeito é como “Médico Clínico, do FMS – Fundo Municipal de Saúde e, “Plantonista”, o pagamento é originário de recursos federais do custeio.
Como “médico clínico”, o sobrinho do prefeito de Raposa recebe o salário de R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais), já na condição de “plantonista de emergência”, ele obtém mais R$ 32.355,34 (trinta e dois mil, trezentos e cinquenta e cinco reais e trinta e quatro centavos).
O mais intrigante é que esses dois salários aparecem dobrados na folha de pagamento, isto é, Samuel Fernandes Sousa Júnior recebe “duas vezes dois” os meses salários, totalizando quatro vencimento, que juntos somam mais de R$ 91 mil por mês.
Nessa condição de receber “quatro salário por mês”, o sobrinho do prefeito Eudes Barros aparece na folha da pagamento da prefeitura desde setembro de 2025.
O “médico de 04 salários” é filho da senhora Edilene Barros, que também ocupa cargo comissionado da gestão do seu irmão. O pai de Samuel Fernandes de Sousa, conhecido popularmente como “Santinho”, que ocupou o cargo de diretor de limpeza pública de Raposa e também secretário de Infraestrutura.
Até agora, ninguém da prefeitura apareceu para falar a respeito do assunto e/ou explicar por poque o sobrinho do prefeito Eudes aparece com quatro salário na folha de pagamento de Raposa.

Informações dos pagamentos feitos a Samuel Fernandes Sousa Júnior extraídas da folha de pagamento da prefeitura disponível no portal de transparência.
– Outro lado
O Blog oportunizou a prefeitura de Raposa se pronunciar sobre o tema.
Primeiro, Samuel Fernandes Sousa Júnior, atendeu a ligação do Blog do DC, mas assim que o jornalista Domingos Costa falou do que tratava o assunto, ele desligou e não atendeu mais as chamadas e tampouco respondeu as mensagens enviadas pelo aplicativo WhatsApp.
Também tentando contato com a secretária Municipal de Saúde, Raidênia Oliveira, que está no cargo apenas de “fantoche” e serve unicamente para assinar “papeladas” e contratos milionários a pedido do prefeito, a titular da Saúde raposense também não atendeu as ligações e tampouco respondeu as mensagens enviadas.
O espaço permanece aberto…
ABAIXO O DETALHAMENTO DOS SALÁRIO QUE CONSTAM NO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA RELATIVO AO NOME DO SOBRINHO DO PREFEITO DE RAPOSA, O MÉDICO SAMUEL FERNNANDES:

Bom Lugar na mira do MP-MA: duas denúncias apuram suspeitas em contratos de medicamentos e limpeza hospitalar
O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou dois Inquéritos Civis para investigar suspeitas de irregularidades em contratações realizadas pela Prefeitura de Bom Lugar/MA durante o período de calamidade pública da pandemia de Covid-19 sob a gestão da prefeita Marlene Miranda.
As investigações foram conduzidas pelo promotor de Justiça Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira e envolvem denúncias relacionadas a contratos que, juntos, somam mais de R$ 915 mil em recursos públicos.
As portarias foram publicadas no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 13 de maio de 2026 e têm como foco possíveis ilegalidades, sobrepreço, falhas processuais e danos ao erário.
– Denúncia sobre contrato de materiais farmacológicos e equipamentos de proteção
O primeiro inquérito investiga a Dispensa de Licitação nº 005/2020 e o Contrato nº 20200085, firmado entre o Município de Bom Lugar e a empresa F. P. Sousa ME, no valor de R$ 324.770,00.
Segundo parecer técnico do Ministério Público, foram identificados indícios de ausência de propostas formalizadas, falta de parecer jurídico, inexistência de empenho e possíveis sinais de sobrepreço ou direcionamento contratual na aquisição de materiais farmacológicos e equipamentos de proteção durante a pandemia.
– Denúncia sobre contrato de limpeza hospitalar
A segunda investigação apura a regularidade da Dispensa de Licitação nº 013/2020 e do Contrato nº 20200134, celebrado com a empresa R. L. Morais Araújo EIRELI, no valor de R$ 591.074,40, para prestação de serviços de limpeza hospitalar.
Neste caso, o Parecer Técnico nº 10076/2025 aponta possíveis irregularidades como ausência de formalização adequada, indícios de sobrepreço e falhas na execução dos serviços contratados.
Nas duas apurações, o Ministério Público determinou a requisição de comprovantes de pagamento, notas fiscais, liquidações de despesas e demais documentos relacionados aos contratos, além da notificação das empresas investigadas para apresentação de documentação complementar.
As investigações buscam esclarecer se houve improbidade administrativa, direcionamento de contratos, superfaturamento ou prejuízo aos cofres públicos em contratações emergenciais realizadas durante um dos períodos mais sensíveis da saúde pública.
Com a abertura dos inquéritos, Bom Lugar passa a ter sob investigação duas denúncias relevantes envolvendo recursos destinados ao enfrentamento da pandemia, reforçando a atuação do Ministério Público no combate a possíveis irregularidades administrativas.
Por : Domingos Costa
TCU determina que ANM conclua fiscalização sobre royalties da Vale em até 180 dias
O Plenário do Tribunal de Contas da União determinou que a Agência Nacional de Mineração conclua, no prazo de até 180 dias, a fiscalização sobre o pagamento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) pela mineradora Vale, referente ao período entre 2012 e 2022.
A decisão atende a uma representação que questiona a correta arrecadação dos royalties da mineração no Sistema Carajás, um dos principais polos mineradores do país. A análise envolve a verificação da precificação do minério de ferro e também de subprodutos minerais, como ouro e cobre, utilizados no cálculo da CFEM.
A CFEM é a compensação financeira paga pelas empresas mineradoras à União, estados e municípios pela exploração de recursos minerais. Os valores arrecadados representam uma importante fonte de receita para cidades impactadas pela atividade mineral, especialmente na região de Carajás.
Segundo o Consórcio Intermunicipal de Mineração (CIM), o cumprimento do prazo estabelecido pelo TCU é fundamental para garantir transparência na fiscalização e assegurar que os municípios recebam integralmente os valores devidos pela exploração mineral.
O CIM informou ainda que seguirá acompanhando os desdobramentos técnicos e administrativos do processo, com o objetivo de defender os interesses dos municípios consorciados e garantir maior segurança na distribuição das receitas provenientes da mineração.
Ex-prefeito de Montes Altos tem contas reprovadas pelo TCE-MA com trânsito em julgado
O ex-prefeito de Montes Altos, Valdivino Rocha Silva, teve as contas referentes ao exercício financeiro de 2011 reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, conforme certidão eletrônica com trânsito em julgado emitida pela Corte de Contas.
De acordo com o processo nº 3605/2012, técnicos e auditores do tribunal identificaram diversas irregularidades na prestação de contas anual de gestores do Gabinete do Prefeito do Município de Montes Altos. Após análise técnica, o plenário do TCE-MA decidiu pela desaprovação das contas.
O julgamento ocorreu em Sessão Ordinária do Pleno realizada em 25 de novembro de 2020, resultando no Parecer Prévio nº 254/2020 e no Acórdão nº 1192/2020, ambos publicados no Diário Oficial em 13 de agosto de 2021.
Segundo a decisão, Valdivino Rocha Silva teve as contas consideradas irregulares e recebeu parecer pela desaprovação. Posteriormente, houve julgamento de embargo em sessão realizada no dia 1º de setembro de 2021. O recurso foi conhecido, porém não provido, mantendo-se a decisão anterior.
Como resultado final do julgamento, o Tribunal decidiu:
- Julgar irregulares as contas do ex-prefeito;
- Manter a desaprovação da prestação de contas;
- Aplicar multa no valor de R$ 965.800,00;
- Condenar o ex-gestor ao pagamento de débito no valor de R$ 9.058.505,51.
Ainda conforme a certidão emitida pela Secretaria das Sessões do TCE-MA, o processo transitou em julgado no dia 19 de março de 2022, não cabendo mais recursos no âmbito da Corte de Contas.
A certidão eletrônica foi emitida em São Luís no dia 15 de agosto de 2025, contendo número de autenticação oficial para validação documental.
Governo Lula revoga imposto que ele mesmo criou sobre compras internacionais de até US$ 50
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o fim da cobrança do imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. A decisão foi oficializada por meio de Medida Provisória e passa a valer imediatamente. ()
A cobrança de 20% sobre importações de até US$ 50 havia sido sancionada em 2024 após aprovação no Congresso Nacional, em uma proposta que contou com apoio de lideranças governistas e parlamentares de diferentes correntes políticas. ()
Com a nova medida, compras internacionais realizadas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress voltam a ter isenção do imposto federal nessa faixa de valor. O ICMS estadual, porém, continua sendo cobrado nas operações. ()
A mudança acontece em meio ao cenário pré-eleitoral de 2026 e já provoca forte repercussão política. Aliados do governo afirmam que a medida beneficia consumidores de baixa renda e reduz o custo de produtos importados utilizados no dia a dia. Já críticos apontam que a revogação ocorre após desgaste popular causado pela criação da taxa e interpretam a decisão como tentativa de recuperação da popularidade do governo. ()
O Ministério da Fazenda declarou que a medida foi possível após maior controle sobre importações e regularização do setor de comércio eletrônico internacional.
URGENTE: Após quatro meses e 18 dias, Desembargadora Graça Amorim coloca em liberdade prefeito Paulo Curió

Paulo Curió estava preso desde o dia 22 de dezembro de 2025 e será solto nesta segunda-feira, dia 11 de maio de 2026.
A Desembargadora do Tribunal de Justiça do Maranhão, Maria da Graça Peres Soares Amorim, mandou colocar em liberdade nesta segunda-feira (11) o prefeito do município de Turilândia, Paulo Curió, que estava preso desde o dia 22 de dezembro de 2025. Além dele, todos os demais presos da Operação Tântalo II também foram colocados em liberdade na mesma decisão que revogou as prisões preventivas.
Ao todo, foram revogadas prisão preventiva de 15 investigados denunciados por suposto envolvimento em um esquema de corrupção no município de Turilândia.
A ação penal investiga uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes licitatórias, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, com prejuízos aos cofres públicos de Turilândia.
O Ministério Público do Estado do Maranhão se manifestou favoravelmente à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares para parte dos investigados, apontando que a intervenção estadual reduziu os riscos de interferência na administração municipal. O processo segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Maranhão.
Graça Amorim entendeu que houve mudança no cenário que justificava a prisão preventiva dos acusados, principalmente após o encerramento da fase investigatória, o oferecimento da denúncia e o avanço da intervenção estadual no município.
– Os nomes dos soltos
Além de Paulo Curió, Tiveram a prisão preventiva revogada: Wandson Jonath Barros; Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva; Janaína Soares Lima; Marlon de Jesus Arouche Serrão; Gerusa de Fátima Nogueira Lopes; Eustáquio Diego Fabiano Campos; Mizael Brito Soares; José Ribamar Sampaio; Nadianne Judith Vieira Reis; Sávio Araújo e Araújo; Gilmar Carlos Gomes Araújo; Josias Fróes; Carla Regina Pereira Chagas; Inailce Nogueira Lopes.
Mesmo com a revogação da prisão preventiva, os investigados continuarão submetidos a medidas cautelares determinadas pelo TJMA, entre elas:
Recolhimento domiciliar integral com tornozeleira eletrônica; proibição de contato entre os denunciados; proibição de acesso à Prefeitura e à Câmara Municipal de Turilândia; proibição de contratar com o poder público; proibição de participação político-partidária, inclusive em redes sociais.
A desembargadora também manteve o afastamento de cargos públicos e a suspensão das atividades legislativas dos vereadores investigados.
Reprodução : Domingos Costa
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