Obras superfaturadas, fraudes em licitações, direcionamento de contratos e lavagem de dinheiro por meio de emendas parlamentares! Enquanto o povo paga a conta.


O esquema estaria operando a todo vapor com a aproximação do período eleitoral. Emendas são liberadas em grande volume, “para tudo e para todos”, em um modelo conhecido como 40 x 50, levantando fortes suspeitas de que os recursos públicos estejam sendo utilizados para financiar campanhas e influenciar o eleitorado, por meio de prefeitos e vereadores.

Segundo denúncias, a prática ocorre à vista dos órgãos de controle, incluindo o Ministério Público e a Justiça Eleitoral, sem que, até o momento, haja respostas efetivas à altura da gravidade dos fatos. Enquanto isso, contratos suspeitos avançam, obras de qualidade duvidosa se multiplicam e o dinheiro público segue sendo tratado como instrumento político.

O resultado é conhecido: prejuízo aos cofres públicos, distorção do processo democrático e uma população que continua pagando a conta de esquemas que se repetem a cada ciclo eleitoral.


Em breve a lista dos politicos e fotos escancaradas. 

Carolina: Prefeitura gasta R$ 479 mil com marmitas, mas ignora planejamento técnico e engenharia



Enquanto a Prefeitura de Carolina dispõe de recursos para contratar R$ 479 mil em marmitas, falta investimento no básico: engenharia de verdade e planejamento técnico. O contraste entre as prioridades da gestão municipal tem gerado indignação e levantado questionamentos sérios sobre a aplicação do dinheiro público.

A denúncia ganha contornos ainda mais graves após a derrubada de três palmeiras em uma área urbana do município. Logo após a supressão das árvores, uma chuva de intensidade moderada foi suficiente para provocar alagamentos, evidenciando o papel fundamental da vegetação no equilíbrio ambiental e na drenagem natural da área.

Especialistas apontam que a retirada de árvores, sem estudo técnico prévio, compromete o escoamento das águas pluviais, aumenta o risco de alagamentos e causa impactos ambientais diretos à população. A situação demonstra, mais uma vez, a ausência de engenharia, estudos ambientais e planejamento urbano, substituídos por decisões improvisadas.

A pergunta que fica é inevitável: como há recursos para contratos vultosos de alimentação, mas não para a contratação de engenheiros qualificados, elaboração de projetos de drenagem e estudos de impacto ambiental? O resultado aparece rapidamente — ruas alagadas, transtornos para moradores e prejuízos ao meio ambiente.

O episódio reforça críticas à condução administrativa do município, marcada por escolhas questionáveis e pela falta de prioridade em áreas técnicas essenciais. A população cobra respostas, responsabilização e, principalmente, gestão responsável, baseada em critérios técnicos e não em decisões políticas de curto prazo.

Diante dos fatos, o caso pode configurar grave irregularidade administrativa e ambiental, passível de apuração pelos órgãos de controle e fiscalização. Enquanto isso, quem paga a conta é a população de Carolina, que convive com alagamentos, insegurança e a sensação de que o improviso virou política pública.

Açailândia: Vereador descobre os postes e tenta terceirizar a culpa

 


Em Açailândia, a criatividade política segue em alta — especialmente quando o assunto é fugir da responsabilidade. Nesta semana, um vereador resolveu inovar: ao invés de cobrar planejamento da gestão municipal, decidiu apontar o dedo para a Equatorial Energia, acusando a concessionária por postes “no meio da rua”. Lacrou nas redes sociais, mas tropeçou feio na realidade técnica.

A prática, diga-se de passagem, não é novidade. Sempre que uma obra mal planejada vem à tona, surge a velha manobra política: jogar a culpa em terceiros. Afinal, é bem mais confortável criticar a concessionária do que admitir falhas de projeto, ausência de planejamento urbano e desconhecimento técnico.

O que o vereador parece ignorar ou finge não saber é que nenhuma rede elétrica é implantada por acaso. A instalação ocorre após a apresentação de projetos de urbanização, com traçado oficial de ruas, parâmetros técnicos e definição do tipo de rede. Ou seja, a Equatorial não “acorda inspirada” e decide colocar postes no meio da via pública.

O parlamentar também se mostrou indignado com o fato de a concessionária cobrar pela retirada de dois postes, já que a obra de ampliação (ou “enlarguecimento”, como foi anunciado) da rua estaria prevista. A pergunta que fica é clássica e inevitável: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

A rua foi ampliada depois da rede instalada ou a rede foi instalada com base no projeto apresentado pelo próprio município?

No fim das contas, o episódio escancara o que a população já percebe há tempos: falta de competência, ausência de planejamento e desconhecimento técnico. Mas, claro, admitir isso exige coragem política. É mais fácil fazer vídeo, posar de fiscal e tentar transferir a culpa para quem apenas seguiu o projeto aprovado.


Enquanto isso, Açailândia segue ampliando ruas no improviso, descobrindo postes “surpreendentes” e assistindo a representantes públicos tentando lacrar sem saber exatamente sobre o que estão falando.


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