Conta de luz pode subir até 19,2% a partir de junho
Os consumidores atendidos pela Copel poderão sentir um impacto significativo no bolso nos próximos meses. A tarifa de energia elétrica no estado deve sofrer um reajuste de aproximadamente 19,2% a partir de junho, conforme proposta em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
Atualmente, o valor da energia para o consumidor residencial gira em torno de R$ 0,64 por quilowatt-hora (kWh). Com o aumento previsto, a tarifa poderá chegar a cerca de R$ 0,76/kWh.
Consulta pública e audiência
Antes da definição final, a ANEEL abriu uma consulta pública para discutir o reajuste, permitindo que consumidores, entidades e especialistas enviem contribuições até o dia 22 de maio. Além disso, uma audiência pública está marcada para o dia 29 de abril, em Curitiba.
Revisão periódica
O reajuste faz parte da revisão tarifária periódica, realizada a cada cinco anos. Esse processo leva em consideração os custos operacionais das concessionárias, investimentos realizados e parâmetros técnicos do setor elétrico. A última revisão desse tipo ocorreu em 2021, quando foi aplicado um aumento de 9,8%.
Segundo a ANEEL, entre os principais fatores que influenciaram o novo índice estão os custos com transmissão de energia, encargos setoriais e a retirada de componentes financeiros utilizados em processos tarifários anteriores.
Negociação do índice
A Copel destacou que o percentual final do reajuste é definido exclusivamente pela ANEEL. Inicialmente, a agência reguladora estimava um aumento médio de 26%, mas a companhia solicitou revisão dos cálculos, buscando reduzir o impacto para os consumidores.
Após a homologação oficial pela ANEEL, o novo valor da tarifa deve entrar em vigor a partir do dia 24 de junho.
Impacto no orçamento
Caso confirmado, o reajuste deve pesar no orçamento das famílias paranaenses, especialmente em um cenário de custos elevados com serviços essenciais. O tema segue em debate e ainda pode sofrer ajustes até a definição final.
Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, ícone do esporte mundial, aos 68 anos
Faleceu nesta sexta-feira (17) o ex-jogador Oscar Schmidt, conhecido mundialmente como “Mão Santa”. A informação foi confirmada por sua assessoria. Considerado o maior nome da história do basquete brasileiro e um dos principais atletas do esporte em nível global, Oscar tinha 68 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Segundo comunicado da família, a despedida será realizada de forma reservada, restrita a familiares e pessoas próximas.
Recentemente, o ex-atleta havia sido homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil e também reconhecido com sua inclusão no Hall da Fama. No entanto, não pôde comparecer à cerimônia, sendo representado pelo filho, enquanto se recuperava de um procedimento cirúrgico.
Oscar enfrentou uma longa batalha contra um tumor cerebral, diagnosticado em 2011. Após anos de tratamento, anunciou em 2022 que estava curado, sendo visto como um exemplo de superação dentro e fora das quadras.
Carreira histórica e legado
Dono de uma das trajetórias mais marcantes do esporte, Oscar Schmidt acumulou feitos impressionantes. Foi protagonista de um dos momentos mais emblemáticos do basquete nacional ao liderar a vitória do Brasil sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis — resultado histórico que marcou época.
O “Mão Santa” também é lembrado por seus recordes em Olimpíadas. Ele detém o maior número de pontos em uma única partida olímpica, com 55 pontos contra a Espanha em 1988, além da maior média de pontos em uma edição dos Jogos, com 42,3. No total, soma 1.093 pontos em cinco participações olímpicas.
Ao longo da carreira, tornou-se o maior cestinha da história da seleção brasileira e o segundo maior pontuador da história do basquete mundial, com impressionantes 49.973 pontos.
Títulos e reconhecimento internacional
Entre suas conquistas, destacam-se os títulos sul-americanos de 1977, 1983 e 1985, além de passagens vitoriosas por clubes como Palmeiras, Sírio, Flamengo e Corinthians. No cenário internacional, brilhou especialmente no basquete italiano, onde atuou por anos no Juvecaserta.
Mesmo sem atuar na NBA, Oscar foi incluído em 2013 no Hall da Fama do basquete mundial, um feito raro e reservado a poucos atletas. Também integra os halls da fama da FIBA, além de instituições do basquete italiano e espanhol.
Uma escolha marcante
Em 1984, foi selecionado no Draft da NBA pelo então New Jersey Nets, em uma das classes mais lendárias da história — que contou com nomes como Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, Charles Barkley e John Stockton. No entanto, recusou a oportunidade para continuar defendendo a seleção brasileira, decisão que marcou sua trajetória e reforçou sua ligação com o país.
Despedida de uma lenda
A morte de Oscar Schmidt representa uma perda irreparável para o esporte brasileiro e mundial. Seu legado vai além dos números e títulos: ele deixa uma história de dedicação, talento e amor à camisa da seleção, inspirando gerações de atletas.
O “Mão Santa” se despede das quadras da vida, mas permanece eterno na memória do esporte.
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