Polêmica no Dia das Mães: famílias recebem arroz com validade vencida em Tocantinópolis
Vídeos que circularam nas redes sociais após a festa do Dia das Mães realizada no fim de semana em Tocantinópolis, no norte do estado, mostraram pacotes de arroz distribuídos em cestas básicas com indícios de adulteração na data de validade dos produtos.
“Cachorro, cachorro, onde tu tá?”: prefeito perde a paciência e transforma ligação em episódio de novela política
SÍTIO NOVO (MA) — O clima esquentou nos bastidores da política local após o jornalista receber uma sequência de ligações atribuídas ao prefeito de Sítio Novo do Maranhão. Conforme video, durante as chamadas o gestor teria elevado o tom e disparado frases em tom de ameaça contra o comunicador, incluindo a já folclórica expressão: “Cachorro, cachorro, onde tu tá?”.
A cena, que mais parece roteiro de série política com baixo orçamento e muito estresse emocional, expõe um velho problema da vida pública: a dificuldade de alguns gestores em lidar com críticas, questionamentos e cobranças da imprensa.
Ainda conforme o jornalista, o prefeito afirmou que um dia deixará o cargo, mas “irá se encontrar” com ele futuramente. A declaração gerou preocupação entre profissionais da comunicação e reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa e o respeito ao trabalho jornalístico.
Analistas políticos locais afirmam que quem escolhe disputar eleição também escolhe conviver com fiscalização, oposição, denúncias, memes, críticas e até perguntas inconvenientes. Afinal, mandato público não vem com botão de “silenciar jornalista”.
A postura do gestor foi vista por muitos como sinal de desequilíbrio emocional e intolerância ao contraditório. Em democracias saudáveis, imprensa livre incomoda — e justamente por isso é necessária.
A ministra do Supremo Tribunal Federal,, já afirmou uma frase que voltou a circular nas redes sociais após o episódio:
“Quem gosta de mordaça é tirano. Quem gosta de censura é ditador.”
Enquanto isso, em Sítio Novo, a população acompanha mais um capítulo da política municipal, onde críticas parecem doer mais que buraco na rua, falta de saúde ou promessa de campanha esquecida.
Professora e empresária Miriam Reis é nomeada chefe da Casa Civil
A professora e empresária Miriam Reis foi nomeada para assumir o cargo de chefe da Casa Civil. A escolha reforça a presença de nomes com experiência administrativa e atuação no setor educacional dentro da gestão pública.
Miriam Reis já possui passagem pela administração municipal, tendo atuado como secretária de Assistência Social durante a gestão do ex-prefeito Sebastião Madeira. À época, participou de ações voltadas às políticas públicas sociais e programas de atendimento à população.
Além da trajetória no serviço público, Miriam também é conhecida no meio empresarial e educacional, sendo proprietária da Escola Santa Luzia, instituição tradicional de ensino.
A nomeação repercutiu no meio político e administrativo, principalmente pela experiência acumulada pela nova chefe da Casa Civil em áreas estratégicas da gestão pública e da educação.
A Casa Civil desempenha papel fundamental na articulação administrativa e política do governo, atuando diretamente na coordenação entre secretarias, acompanhamento de projetos e interlocução institucional.
Itinga do Maranhão arrecadou quase R$ 10 milhões em abril: mas o que mudou na vida da população?
Os cofres públicos de Itinga do Maranhão receberam, somente no mês de abril, o montante de R$ 9.826.744,61 em repasses públicos, sem contar arrecadação própria do município e possíveis emendas parlamentares. O valor chama atenção diante da realidade enfrentada pela população em diversos setores da cidade.
A pergunta que muitos moradores fazem é simples: o que efetivamente mudou na rotina da população com uma arrecadação tão expressiva?
Enquanto os números milionários entram nas contas da administração pública, moradores continuam relatando problemas antigos, como ruas em situação precária, deficiência na infraestrutura, dificuldades na saúde pública, falta de valorização de servidores e demandas básicas ainda sem solução em diversos bairros e povoados.
A população também questiona a aplicação dos recursos públicos e cobra mais transparência sobre investimentos realizados pela gestão municipal. Para muitos cidadãos, os valores arrecadados deveriam refletir diretamente em melhorias visíveis na qualidade de vida, principalmente em áreas essenciais como saúde, educação, saneamento, iluminação pública e recuperação de vias.
Especialistas em administração pública destacam que a arrecadação municipal, quando bem planejada e executada, pode gerar impactos significativos no desenvolvimento local. No entanto, a ausência de obras estruturantes e melhorias perceptíveis costuma aumentar o sentimento de insatisfação popular.
Nas redes sociais e em rodas de conversa pela cidade, moradores têm levantado críticas sobre a falta de resultados proporcionais aos recursos recebidos pelo município.
Até o momento, a Prefeitura de Itinga do Maranhão não apresentou balanço detalhado demonstrando quais ações e investimentos foram realizados com os recursos arrecadados no período mencionado.
Fonte: Banco do Brasil no período de 01/04/2026 até 30/04/2026
Em Itinga, “obra de arte” agora tapa buraco e conserta estrada ( R$ 3.330.658,13 )
Parece que a Prefeitura de Itinga do Maranhão resolveu inovar no mundo das licitações públicas. O que antes era chamado de recuperação de estradas vicinais, bueiros e obras de infraestrutura, agora ganhou um nome muito mais sofisticado: “construção e recuperação de obra de arte”.
É isso mesmo. Pelo visto, o asfalto virou tela, o barro virou inspiração e os bueiros agora fazem parte do acervo cultural da engenharia criativa municipal.
Com um contrato de mais de R$ 3,3 milhões, muita gente do ramo da construção sequer conseguiu encontrar a licitação nas plataformas de pesquisa. Afinal, quem imaginaria procurar manutenção de estrada usando palavras dignas de exposição em museu?
Empresários reclamam que a estratégia parece mais um jogo de caça-palavras: se procurar por “estrada”, não acha; se procurar “bueiro”, também não; agora, se pesquisar “obra de arte”, talvez encontre um Picasso asfaltado no interior do Maranhão.
Enquanto isso, a população segue tentando descobrir se a prefeitura está contratando engenheiros, artistas plásticos ou curadores de galeria.
Diante da repercussão, cresce a expectativa para saber se o Ministério Público também vai apreciar essa verdadeira “expressão artística” da administração pública.
Fonte : https://www.itinga.ma.gov.br/licitacao/350
Porque uma coisa é certa: criatividade, pelo menos na nomenclatura, não faltou.
MP-MA vai escolher chefe da instituição para o próximo biênio
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| Eleição interna define quem comanda o Ministério Público estadual até 2028 e vai conduzir Gaeco e processos contra pré-candidatos ao Palácio dos Leões |
Os membros do MP-MA (Ministério Público do Estado do Maranhão) vão eleger, nesta segunda-feira (11), a lista tríplice da qual deve sair o procurador-geral de Justiça que comandará a instituição até 2028. A escolha define quem vai exercer, pelos próximos dois anos, um conjunto de poderes com peso direto sobre o jogo político maranhense em ano eleitoral.
De acordo com a Constituição Federal e a Lei Orgânica do Ministério Público estadual maranhense, é o PGJ quem pode propor ações civis e de improbidade contra governador e presidentes do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas do Estado, além de investigações criminais e ações penais contra vice-governador, secretários estaduais e presidente da Assembleia Legislativa, quando o crime envolver recursos, bens, serviços ou interesses do Estado. Quem ocupa a chefia do MP é também quem investiga e denuncia, por conta do foro por prerrogativa de função, deputados estaduais, juízes, promotores e prefeitos. Na prática, se o procurador-geral de Justiça decidir não denunciar, ninguém denuncia.
Dois processos hoje em curso no TJ-MA ilustram o alcance dessa atribuição, e ambos têm desdobramentos diretos na sucessão estadual de outubro.
O primeiro envolve o vice-governador Felipe Camarão (PT), pré-candidato ao Palácio dos Leões e hoje adversário do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (sem partido) na disputa. Em março, o atual PGJ, Danilo de Castro, formalizou pedido de afastamento de Camarão e de dois policiais militares de sua segurança pessoal, no âmbito de investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que apura suspeita de lavagem de dinheiro. O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Og Fernandes suspendeu o pedido, que pode voltar a ser discutido na corte estadual caso o STJ decida pela retomada do caso.
O segundo processo tem como réu o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), também pré-candidato ao Palácio dos Leões. Denunciado em 2022 pelo então procurador-geral de Justiça Eduardo Nicolau por fraude em licitação, associação criminosa e armazenamento ilegal de combustível, Lahesio respondia à ação na primeira instância. Em julho de 2025, o caso foi remetido ao TJ-MA por reconhecimento de foro privilegiado e passou a tramitar em segredo de justiça desde novembro. Eventual condenação pode tornar Lahesio inelegível para a disputa de outubro.
A condução de ambos os processos a partir de junho deste ano, quando começa o próximo mandato do chefe do MP-MA, vai depender de quem comandar a instituição.
O ocupante do posto vai administrar ainda parte do orçamento de R$ 888,8 milhões, fixado pela LOA (Lei Orçamentária Anual) do órgão para 2026. Esse dinheiro paga salários de procuradores e promotores, mantém promotorias em todo o estado e financia investigações como as conduzidas pelo Gaeco. A última grande operação do grupo do Ministério Público que apura crime organizado, deflagrada em dezembro do ano passado, prendeu o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e os 11 vereadores da cidade por suposto desvio de R$ 56 milhões dos cofres municipais.
Além disso, o peso da escolha aumenta pelo período que a próxima gestão vai cobrir. Isso ocorre porque o biênio 2026-2028 atravessa toda a campanha à sucessão de Brandão, que apoia a pré-candidatura do sobrinho Orleans Brandão (MDB), ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas, e segue até os dois primeiros anos do mandato do próximo governador. Assim, o procurador-geral de Justiça terá nas mãos a decisão sobre eventuais investigações contra os candidatos a governador, contra os deputados eleitos e contra o futuro chefe do Executivo, seja ele quem for.
Há um precedente que pode pesar na escolha do PGJ. Pela Lei Orgânica do MP-MA, o governador pode escolher qualquer um dos três nomes mais votados na lista tríplice, na ordem que quiser, e tem 15 dias para fazer a indicação. Em 2024, Brandão restabeleceu a tradição de nomear o primeiro colocado, prática que havia sido ignorada duas vezes pelo então governador Flávio Dino, hoje ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Dino preferiu o segundo da lista em 2016, quando nomeou Luiz Gonzaga, e em 2020, quando ungiu Eduardo Nicolau. Dois anos depois, Nicolau venceu a eleição com folga e foi reconduzido ao cargo. Em 2024, Brandão optou pelo mais votado e nomeou Danilo de Castro, à época apoiado por Nicolau.
A disputa de agora reúne dois procuradores e quatro promotores de Justiça: Danilo de Castro, atual procurador-geral de Justiça, que busca recondução; Eduardo Nicolau, ex-PGJ no biênio 2020-2024; Luiz Muniz, ex-coordenador do Gaeco em São Luís e titular da 13ª Promotoria de Justiça Criminal de São Luís; Marco Aurélio Ramos Fonseca, da 52ª Promotoria de Justiça Especializada de São Luís; Carlos Henrique Rodrigues Vieira, da 13ª Promotoria de Justiça Especializada de São Luís; e Wlademir Soares de Oliveira, da Promotoria de Tuntum.
Entre as seis, a candidatura de Luiz Muniz é a que expõe um movimento interno mais relevante. Designado coordenador do Gaeco na capital em junho de 2020 pelo então procurador-geral Eduardo Nicolau, Muniz foi mantido no cargo por Danilo de Castro até o início deste ano. Em 11 de janeiro, ele e outros nove promotores do grupo pediram exoneração coletiva das funções, em reação a um parecer da PGJ pela soltura dos investigados que estavam presos na Operação Tântalo II. Recentemente, em carta aos membros do Ministério Público maranhense, Muniz afirmou que houve atuação direta de Castro para construção do parecer favorável aos alvos do Gaeco.
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