“O cachorro, cachorro, onde tu tá!”: blogueiro é atacado após fiscalizar mais de R$ 122 milhões em Sítio Novo

 

O Brasil realmente não é para amadores. Em tempos onde cobrar transparência do dinheiro público virou motivo de ataque, um jornalista e blogueiro da cidade de Sítio Novo do Maranhão acabou sendo chamado de “cachorro” simplesmente por fazer aquilo que muitos políticos odeiam: fiscalização.

Segundo dados apresentados na prestação de contas do exercício financeiro de 2025, a Prefeitura de Sítio Novo movimentou nada menos que R$ 122.746.040,42 ( exercicio 2025). O valor milionário despertou questionamentos e cobranças por parte da imprensa local, que buscava esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos públicos.

Mas ao invés de respostas técnicas, transparência ou coletiva de imprensa, veio o ataque. Nos bastidores políticos da cidade, o blogueiro passou a ser alvo de críticas e ofensas, sendo chamado pejorativamente de “cachorro” por aliados do poder.

A ironia da situação é que, no velho ditado popular, “o cachorro mijava no poste”. Agora, segundo moradores indignados com o clima político da cidade, “o cachorro está é mijando no poste”, numa referência ao fato de que fiscalizar dinheiro público parece ter se tornado um crime maior do que explicar para onde vão os milhões da prefeitura.

Enquanto isso, a população segue aguardando respostas sobre contratos, gastos e prioridades da gestão municipal. Afinal, mais de R$ 122 milhões não são troco de pinga — principalmente em uma cidade onde muitos moradores ainda convivem com problemas básicos de infraestrutura, saúde e geração de emprego.

No fim das contas, fica a pergunta que ecoa pelas ruas de Sítio Novo: quem incomoda mais — quem pergunta sobre o dinheiro público ou quem não quer responder?



Câmara vota hoje PEC do fim da escala 6x1; especialistas divergem sobre impactos no emprego e na economia

 



A Câmara dos Deputados deve votar nesta segunda-feira o parecer da comissão especial que analisa a PEC do fim da escala 6x1, proposta que prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho no Brasil. O tema vem provocando forte debate entre trabalhadores, empresários e parlamentares.

A proposta em discussão reduz a carga horária semanal de 44 para 36 horas ao longo de até dez anos. Outra versão apensada ao texto prevê uma jornada de quatro dias de trabalho por semana.

Enquanto sindicatos e defensores da proposta afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida, reduzir desgaste físico e aumentar a produtividade, representantes do setor empresarial alertam para possíveis impactos imediatos na economia, principalmente no comércio, serviços e pequenas empresas.

Entre as principais preocupações levantadas por empresários está o aumento do custo operacional para manter equipes funcionando por mais tempo, o que poderia gerar redução de contratações, fechamento de vagas e aumento do desemprego em alguns setores.

Por outro lado, apoiadores da PEC argumentam que a redução da jornada pode estimular novas contratações para compensar a diminuição das horas trabalhadas, além de melhorar a saúde mental e o rendimento dos trabalhadores.

A comissão especial instalada pela Câmara realizou audiências públicas e debates com representantes do governo, economistas, empresários e entidades trabalhistas antes da votação.

O parecer será analisado pelos deputados ainda hoje. Caso aprovado, o texto segue para votação no plenário da Câmara e posteriormente para o Senado Federal

Alô, Polícia Federal e MPF: quantos ônibus possui a empresa do transporte escolar de Itinga do Maranhão?

 


Denúncias encaminhadas ao blog levantam suspeitas sobre a empresa contratada para prestar serviços de transporte escolar no município de Itinga do Maranhão. Segundo as informações recebidas, a empresa responsável pelo aluguel de veículos supostamente não possuiria frota própria suficiente para executar o serviço contratado pela prefeitura.

De acordo com levantamento realizado pelo blog em documentos de empenhos e notas fiscais já pagas pela administração municipal, a empresa teria faturado quase R$ 1 milhão apenas no ano de 2026 com contratos relacionados ao transporte escolar.

As denúncias apontam ainda a necessidade de fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos de controle, principalmente quanto à existência real dos veículos utilizados, capacidade operacional da empresa e efetiva prestação do serviço aos estudantes da rede pública.

Moradores e denunciantes questionam quantos ônibus, micro-ônibus e vans a empresa realmente possui registrados em seu nome e se os veículos apresentados nos contratos atendem às exigências legais para o transporte escolar.

Diante da gravidade das acusações, cresce o apelo para que órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem possíveis irregularidades envolvendo os contratos milionários firmados pelo município.

O espaço permanece aberto para manifestação da prefeitura de Itinga do Maranhão e da empresa citada na denúncia.


Em outra matéria, o blog divulgará todo o montante pago a este serviço  desde o inicio do mandato da atual gestora. 



Polêmica no Dia das Mães: famílias recebem arroz com validade vencida em Tocantinópolis


Vídeos que circularam nas redes sociais após a festa do Dia das Mães realizada no fim de semana em Tocantinópolis, no norte do estado, mostraram pacotes de arroz distribuídos em cestas básicas com indícios de adulteração na data de validade dos produtos.


As imagens exibem embalagens com uma etiqueta sobreposta às informações originais de fabricação e vencimento. No adesivo, consta fabricação em 16 de abril de 2026 e validade até 16 de abril de 2027. Abaixo da etiqueta, porém, apareceria a data original de fabricação em 15 de setembro de 2022 e vencimento em 15 de fevereiro de 2023.

Após a repercussão, a secretária municipal de Assistência Social, Verônica Macêdo, divulgou vídeo em que afirma que as cestas básicas foram adquiridas por meio de licitação e entregues ao município já montadas e lacradas pela empresa responsável.

Segundo ela, a prefeitura notificou o comércio fornecedor e determinou a abertura de sindicância para apurar o caso. A gestão também informou que o pagamento pelas cestas básicas ficará suspenso até a conclusão da apuração.

No vídeo, a secretária orienta moradores que encontrarem irregularidades nos produtos a procurarem o estabelecimento Mercearia Rodrigues, localizado na Avenida Cruzeiro do Sul, no setor Aeroporto, para substituição dos itens.

“A prefeitura pede desculpas pelo transtorno e se coloca à disposição para qualquer esclarecimento”, afirmou a secretária na gravação divulgada nas redes sociais.



“Cachorro, cachorro, onde tu tá?”: prefeito perde a paciência e transforma ligação em episódio de novela política



SÍTIO NOVO (MA) — O clima esquentou nos bastidores da política local após o jornalista receber uma sequência de ligações atribuídas ao prefeito de Sítio Novo do Maranhão. Conforme video, durante as chamadas o gestor teria elevado o tom e disparado frases em tom de ameaça contra o comunicador, incluindo a já folclórica expressão: “Cachorro, cachorro, onde tu tá?”.

A cena, que mais parece roteiro de série política com baixo orçamento e muito estresse emocional, expõe um velho problema da vida pública: a dificuldade de alguns gestores em lidar com críticas, questionamentos e cobranças da imprensa.

Ainda conforme o jornalista, o prefeito afirmou que um dia deixará o cargo, mas “irá se encontrar” com ele futuramente. A declaração gerou preocupação entre profissionais da comunicação e reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa e o respeito ao trabalho jornalístico.

Analistas políticos locais afirmam que quem escolhe disputar eleição também escolhe conviver com fiscalização, oposição, denúncias, memes, críticas e até perguntas inconvenientes. Afinal, mandato público não vem com botão de “silenciar jornalista”.

A postura do gestor foi vista por muitos como sinal de desequilíbrio emocional e intolerância ao contraditório. Em democracias saudáveis, imprensa livre incomoda — e justamente por isso é necessária.

A ministra do Supremo Tribunal Federal,, já afirmou uma frase que voltou a circular nas redes sociais após o episódio:

“Quem gosta de mordaça é tirano. Quem gosta de censura é ditador.”

Enquanto isso, em Sítio Novo, a população acompanha mais um capítulo da política municipal, onde críticas parecem doer mais que buraco na rua, falta de saúde ou promessa de campanha esquecida.

Professora e empresária Miriam Reis é nomeada chefe da Casa Civil

 


A professora e empresária Miriam Reis foi nomeada para assumir o cargo de chefe da Casa Civil. A escolha reforça a presença de nomes com experiência administrativa e atuação no setor educacional dentro da gestão pública.

Miriam Reis já possui passagem pela administração municipal, tendo atuado como secretária de Assistência Social durante a gestão do ex-prefeito Sebastião Madeira. À época, participou de ações voltadas às políticas públicas sociais e programas de atendimento à população.

Além da trajetória no serviço público, Miriam também é conhecida no meio empresarial e educacional, sendo proprietária da Escola Santa Luzia, instituição tradicional de ensino.

A nomeação repercutiu no meio político e administrativo, principalmente pela experiência acumulada pela nova chefe da Casa Civil em áreas estratégicas da gestão pública e da educação.

A Casa Civil desempenha papel fundamental na articulação administrativa e política do governo, atuando diretamente na coordenação entre secretarias, acompanhamento de projetos e interlocução institucional.


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